Thursday, 22 October 2020

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Atividades serão promovidas pelas secretarias da Cultura; de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos; da Educação; de Planejamento, Orçamento e Gestão; e de Segurança Pública

No mês em que se comemora no Brasil o Dia da Visibilidade Trans (29 de janeiro), diversas secretarias de Estado se reuniram para realizar atividades para e sobre o universo LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) e propor reflexões sobre identidade de gênero, liberdade e direitos humanos. A data remete a 20 de janeiro de 2004, quando, pela primeira vez, travestis e transexuais foram ao Congresso Nacional cobrar dos parlamentares políticas de igualdade e lançar a campanha nacional “Travesti e Respeito” - a primeira organizada por transexuais para a promoção do respeito e da cidadania.

A programação vai de 22 a 31 de janeiro, reunindo as secretarias da Cultura; de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos; da Educação; de Planejamento, Orçamento e Gestão; e de Segurança Pública

O programa RS Criativo, da Secretaria da Cultura, instalado no 3º andar da Casa de Cultura Mario Quintana (Rua dos Andradas, 736), convida a comunidade trans a participar de dois cursos de capacitação: “Inovação de mídia: além do feijão com arroz”, nos dias 22 e 29, das 9h às 13h, e “Produção de conteúdo para redes sociais: relevância e engajamento ao alcance de pequenos negócios”, nos dias 23 e 30, das 14h às 17h. Inscrições no site da Secretaria da Cultura – https://www.cultura.rs.gov.br>rscriativo>capacitacoes-e-cursos

No dia 24, às 10h, no auditório do andar térreo do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), será aberta a exposição fotográfica “Em Nome de Todas”, organizada pela Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH), por meio da Coordenadoria Estadual de Diversidade Sexual.  A mostra destaca a vivência de transexuais, algumas já falecidas. “A exposição deve despertar a conscientização sobre o número de mortes e a violência sofrida especialmente por trans, no Rio Grande do Sul”, adianta Léo Beone, coordenador de Diversidade Sexual do Estado. A exposição é gratuita, aberta ao público em geral e pode ser visitada até o dia 31 de janeiro, das 8h30 às 18h.

Dia 27, o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa (Rua dos Andradas, 959) exibe o filme “Meninos não Choram”, às 19h, seguido de debate promovido pelo Museu Antropológico do RS. Já a Cinemateca Paulo Amorim, no térreo na Casa de Cultura Mario Quintana, vai exibir e debater outros três filmes com temática trans: “Minha Vida em Cor de Rosa” (28/1), “Divinas Divas” (29/1) e “Transamérica” (30/1), sempre às 19h30.

No dia 29, às 10h, o espaço para debates se amplia, com roda de conversa e relatos de vivências e memórias sobre visibilidade trans, no Memorial do RS (Rua 7 de setembro, 1020). A atividade é realizada pelo Museu Antropológico com a participação da Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio do Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV), que abordará as políticas de segurança e dará esclarecimentos sobre o encaminhamento da população trans às Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs).

No dia de encerramento da programação, 31 de janeiro, às 14h, será entregue, também no auditório do andar térreo do CAFF, o Troféu RS Sem Preconceito. “A entrega faz parte da campanha estadual que leva o mesmo nome do troféu, lançada dia 24 de janeiro. A intenção é prestar agradecimento aos serviços voluntários de transexuais de todo o Estado, no combate à discriminação e à transfobia”, explica Léo Beone.

 Região Metropolitana

 Dia 29, das 9h às 15h, no calçadão de Canoas, haverá distribuição de material informativo, preservativos e apresentações artísticas. Às 18h30, no Auditório Sady Schivitz, localizado na prefeitura da cidade (Rua Quinze de Janeiro, 11, Centro) ocorre a 3ª edição do Cine Diversidade, com apresentação do documentário (Com)Vivências, produzido por Mônica de Souza Chaves. Logo após, a produtora promove roda de conversa para debater a vida de mulheres trans da Região Metropolitana de Porto Alegre. As atividades são promovidas pela Diretoria das Políticas das Diversidades e Comunidades Tradicionais da prefeitura de Canoas.

 Brasil: a pior realidade

O preconceito, a baixa escolaridade, o desemprego, a discriminação e a violência fazem do Brasil o país que mais mata transexuais no mundo. Enquanto a expectativa de vida média da população brasileira é de 74 anos, segundo o IBGE, a dos transexuais é de apenas 35 anos. “O cenário dá a dimensão da urgência com que a sociedade brasileira deve ser sensibilizada para a construção da cultura de paz e respeito”, afirma a Assessora de Diversidade da Secretaria da Cultura, Gabriella Meindrad. Segundo ela, os casos de assassinato de pessoas LGBT no Brasil corresponde a quase 50% do total mundial.

RAFAEL VARELA/ ASCOM SEDAC